Mais uma vez, a culpa foi de Bryan Singer. Desta vez, no entanto, não foi por fazer demais – e, sim, de menos. Ao trocar os mutantes da Marvel pelo azulão da DC, ele deixou o último – e mais aguardado – capítulo da trilogia original nas mãos do exagerado e “epilético” Brett Ratner, que até entrega um filme cheio de tensão e com bastante adrenalina, porém raso em complexidade e motivações. Heróis e vilões estão mais misturados do que nunca, uma cura para a causa mutante é anunciada e até os mais convictos se veem questionando o próprio futuro. Havia muito a ser discutido, porém reduziu-se tudo a uma aventura genérica, eficiente enquanto se assiste, mas que pouco repercute após seu término. Vale para ver a Fênix (Famke Janssen) no total domínio (ou seria descontrole?) dos seus poderes, além de conferir como o velho Magneto (Ian McKellen) era muito mais hábil do que se poderia imaginar. Felizmente, o “final” ficou apenas no título, ainda que uma reciclagem geral tenha sido providenciada logo em seguida.
:: Média 5,8 ::
:: Confira a crítica de Robledo Milani ::