“Marie, curta-metragem escrito e dirigido por Léo Tabosa, fala com sensibilidade do acesso às rememorações a partir de novas realidades, estas oferecidas pela morte e pelo renascimento numa reconfiguração física. A protagonista deixa espaço às memórias virem à tona diante da casca vazia que em breve deve ser sepultada. Alcina (Divina Valéria) se refere a ela como ele, ignorando o visual, guiando-se por vivências passadas, quando Mário era o favorito do amigo sem vida e estirado na cama sem direito ao ar. É bonito esse momento em que a câmera, impávida, observa o cadáver de ponta cabeça e as duas mulheres, não por acaso ambas transexuais na realidade, conversam sobre o antes compartilhado, os pesares levemente arrefecidos em virtude do passamento do sujeito que interliga suas vivências e tudo que as aflige naquele átimo (…) A belíssima fotografia a cargo de Petrus Cariry reforça a sensação de elo fundamental com a paisagem, algo que igualmente poderia ser mais bem desenvolvido com outro tempo à disposição. Todavia, ainda assim a narrativa oferece subsídios suficientes à instauração de situações bastante instigantes e belas”.
:: Confira na íntegra a crítica de Marcelo Müller ::
Últimos artigos deMarcelo Müller (Ver Tudo)
- John Wick :: Confirmado o 5º filme da saga estrelada por Keanu Reeves. Mas John não havia morrido? - 4 de abril de 2025
- Demolidor: Renascido :: Sequência ou novo começo? Saiba quais filmes e séries Marvel fazem parte do mesmo universo - 4 de abril de 2025
- Matrix :: Laurence Fishburne diz que foi vetado em Resurrections pelos produtores. Saiba mais - 4 de abril de 2025