Piratas Pirados!
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Peter Lord, Jeff Newitt
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The Pirates! Band of Misfits
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2012
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EUA / Reino Unido
Crítica
Leitores
Sinopse
O Capitão Pirata é um dos mais trapalhões biltres dos sete mares e sua maré de azar anda incomodando. O pior é que é louco para derrotar seus rivais Black Bellamy e Cutlass Liz na premiação Piratas do Ano, mas sua tripulação atrapalha mais do que ajuda. Para completar, terá que encarar uma enfezada Rainha Victoria na companhia do famoso pesquisador Charles Darwin.
Crítica
Após ter conquistado fãs em todo o mundo – e três Oscars com seus curtas animados – a Aardman, estúdio inglês de animação, estreou em longa-metragens não adaptando seus personagens mais famosos – Wallace & Gromit – mas, sim, com uma história original, o simplesmente delicioso A Fuga das Galinhas (2000). Todos os projetos posteriores do estúdio – como o divertido Por Água Abaixo (2006), e o recente Operação Presente (2011) – apesar de bem sucedidos, tentaram recriar o impacto desta primeira incursão, porém sem o mesmo efeito. Ao menos até agora, com Piratas Pirados, que marca o retorno de Peter Lord à direção, 12 anos após seu último trabalho nessa função. Um período que, pelo jeito, só o deixou melhor.
Os piratas geralmente são os vilões das histórias. Mas há casos – como a série Piratas do Caribe – em que ficamos do lado deles, acompanhando suas aventuras, perigos e emoções. Se pegamos como exemplo piratas ingleses, quem seria seu inimigo natural? Claro, a Rainha da Inglaterra! E essa é uma das melhores sacadas do filme, acompanhar a Rainha Victoria em sua raiva quase lunática pelos ladrões dos oceanos! A trama, como se pode imaginar, se passa em pleno século XIX, auge da conquista marítima inglesa. O único percalço no caminho britânico são estes baderneiros sem lei nem ordem, que acabam com a tranquilidade e a segurança em alto mar. Principalmente se a embarcação for comandada pelo Capitão Pirata (voz de Hugh Grant), líder de uma equipe bem... peculiar!
O principal sonho do Capitão Pirata é ganhar o prêmio de Pirata do Ano, oferecido na convenção anual que acontece na Ilha Sangrenta. Seus concorrentes, no entanto, estão muito mais bem preparados, e sua sorte só começa a melhorar quando resolve saquear o navio da expedição científica coordenada por Charles Darwin. O cientista reconhece que o papagaio do capitão é, na verdade, o último exemplar dos (até então) extintos dodos, e apresentá-lo em Londres na Feira Anual certamente resultaria num prêmio inimaginável! Mas o que ninguém imagina é que tudo não passa de uma armadilha, que envolve a própria Rainha e outros líderes de destaque ao redor do mundo, além de um apetite gastronômico bastante singular. E um prato exótico como um dodo era exatamente o que precisavam como cereja deste bolo!
Tudo funciona tão perfeitamente em Piratas Pirados que é até um pouco difícil saber por onde começar ao apontar seus méritos. Mas, enfim, vamos lá. Primeiro está a originalidade da trama, pois afinal trata-se de um filme sobre figuras tão ligadas com os mares que se passa, em maior parte, em terra firme. As transições de cenários são deslumbrantes, e o dinamismo do roteiro é tão bem costurado que é preciso estar muito atento para não deixar escapar cada um dos elaborados detalhes. Outro ponto forte é o bom humor, intenso e constante. São tantas piadas, sejam visuais ou nos próprios diálogos, que é impossível ficar de mau-humor diante esta trupe de palhaços, que incluem ainda o Pirata com uma Manta, o Pirata Albino e o Pirata Suspeitamente Curvilíneo, entre outros tipos hilários. Construído como uma montanha-russa, com momentos de tirar o fôlego e outros de puro deleite, é a melhor animação de 2012 até o momento e, desde já, forte candidato ao Oscar 2013. Imperdível!
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Grade crítica
Crítico | Nota |
---|---|
Robledo Milani | 8 |
Chico Fireman | 6 |
MÉDIA | 7 |
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