Se há algo que diferencia Branca de Neve (2025) – que chegou aos cinemas no último dia 20 de março, estrelado por Rachel Zegler e Gal Gadot – da clássica animação de 1937, é a bilheteria. Enquanto o filme original marcou gerações e se tornou um dos maiores sucessos da história da Disney (arrecadando US$ 184,9 milhões em bilheteria, sob orçamento de US$ 1,4 milhão), a nova versão enfrenta um desempenho desastroso nos cinemas, tendo faturado, até o fechamento desta matéria, US$ 143,1 milhões, considerando investimento de US$ 250 milhões.
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E, provavelmente, o principal motivo para esse fracasso sejam as inúmeras polêmicas que cercam a produção desde sua concepção. Dirigido por Marc Webb (500 Dias com Ela, 2009), Branca de Neve começou a ser planejado em 2015, segundo informações da Variety. Ao longo desse tempo, diversas teorias e críticas foram contaminando o ambiente da Disney. A seguir, relembramos todos esses problemas em um compilado especial. Siga o fio!
A primeira de todas foi levantada por surgiu com Peter Dinklage, renomado ator e ativista pela inclusão de pessoas com nanismo. Ele gerou polêmica no podcast WTF, de Marc Maron, ao expressar desapontamento com o fato de o estúdio atualizar a narrativa para questões de diversidade racial em Branca de Neve (2025), mas manter o que ele considerou uma “representação ultrapassada e estereotipada dos anões“. Em resposta, a Disney anunciou que estava reavaliando os personagens e, posteriormente, revelou que os sete anões seriam substituídos por “criaturas mágicas”.
Alguns membros da comunidade de pessoas com nanismo, incluindo associações, expressaram sua insatisfação. Eles destacaram que papéis como os dos sete anões representam raras oportunidades para atores com nanismo se destacarem em grandes produções. A Little People of America, por exemplo, apontou que decisões como essa podem, na verdade, “reforçar a exclusão, ao invés de promover a inclusão, pois eliminam papéis que historicamente foram importantes para a representatividade no cinema“.
David Hale Hand, filho de David Hand, co-diretor da animação original, criticou, em 2023, as alterações feitas no live-action, afirmando que seu pai e Walt Disney estariam “se revirando no túmulo”. Ele expressou descontentamento com a falta de respeito pela obra original e sugeriu que novas histórias fossem criadas em vez de modificar os clássicos.
Em outra ponta, Rachel Zegler, à Vanity Fair, fez declarações que geraram grande repercussão ao comentar as mudanças no enredo de Branca de Neve (2025). Ela afirmou que a nova versão é reinterpretação moderna, focada em uma protagonista com mais independência. Segundo Rachel, a história não seria mais sobre “uma garota esperando por um príncipe”, mas sobre “uma jovem que se torna líder e busca autodescoberta”.
Essas falas dividiram opiniões: enquanto alguns elogiaram a tentativa de modernizar a narrativa para refletir valores contemporâneos, outros criticaram Zegler por parecer desdenhar do clássico de 1937. Em entrevista posterior, Rachel falou sobre o hate que gerou ao falar da nova versão: “vi mulheres serem demolidas durante toda a minha vida e carreira. Vamos testemunhar isso por um longo tempo, eu temo por isso. Às vezes pode parecer que estamos regredindo. Era isso que parecia quando esses comentários estavam rolando”.
Vale ainda destacar que Rachel Zegler também se tornou alvo da ala conservadora dos Estados Unidos quando se disse absolutamente contrária a recondução de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. “Mais quatro anos de ódio, nos inclinando para um mundo em que não quero viver. Nos inclinando para um mundo em que será difícil criar minha filha. Nos inclinando para um mundo que a forçará a ter um bebê que ela não quer. Nos inclinando para um mundo assustador”, escreveu a atriz em suas redes sociais.
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A resposta de ódio foi imediata. Os mais raivosos pediram a demissão sumária da atriz, o arquivamento permanente do filme antes mesmo da estreia e afirmaram que, caso a Disney não cedesse à pressão, eles a boicotariam. Porém, a Disney não cedeu.
Embora não se tenha confirmação de qualquer desavença entre as protagonistas, Rachel Zegler e Gal Gadot enfrentaram tensões nos bastidores devido a divergências políticas sobre a crise Israel-Palestina. Gadot, nascida em Israel e ex-integrante das Forças de Defesa Israelenses, expressou apoio ao Estado de Israel, enquanto Zegler manifestou solidariedade ao povo palestino em suas redes sociais.
Rumores indicam que, embora tenham mantido o profissionalismo durante as filmagens, as atrizes promoveram o filme separadamente em eventos e entrevistas, evidenciando a falta de sintonia. A Disney também optou por limitar a interação com a imprensa durante a estreia, restringindo entrevistas e focando em sessões fotográficas.
E no final de tudo, não custa ressaltar que Branca de Neve também não agradou a crítica. Notas gerais de agregadores de avaliações estão, no momento, cotando o projeto da Disney com as seguintes notas: 1,6/10 (público) no IMDB, 50/100 (críticos) no Metascore, 41% (público) e 74% (público) no Rotten Tomatoes e 2.1/5 no Letterboxd (público).
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