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A atração da Sessão da Tarde desta sexta-feira, 04, tinha tudo para ser o grande retorno da saga As Panteras no cinema, que não contava com filmes novos desde os anos 2000. No entanto, além de não conseguir as melhoras críticas, As Panteras (2019) não gerou a bilheteria esperada. A empreitada, estrelada por Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska, reacendeu o debate sobre representatividade feminina no cinema de ação. Afinal, o projeto foi boicotado? Elizabeth Banks, diretora da aposta, já falou sobre o assunto. Siga o fio e relembre!

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SESSÃO DA TARDE: AS PANTERAS

Na Sessão da Tarde de hoje, Elena, uma cientista brilhante, inventa Calisto, uma fonte de energia sustentável revolucionária. Porém, a sua criação acaba nas mão erradas e ela pede a ajuda das Panteras para evitar que o projeto seja usado como arma de destruição em massa.

AS PANTERAS: MULHERES NO CINEMA DE AÇÃO

A representatividade feminina no cinema de ação é sempre tema recorrente de debates, e As Panteras (2019) acabou no centro dessa discussão. Banks, que também atuou como roteirista e produtora do longa, afirmou que a baixa recepção do filme nas bilheteiras – US$ 73,2 milhões ao redor do globo, sob orçamento de US$ 48 milhões – pode ter sido influenciada pela resistência do público masculino à produções de ação protagonizadas por mulheres.

Sessão da Tarde: As Panteras
Sessão da Tarde: As Panteras

Em entrevistas, como para o jornal australiano Herald Sun, Elizabeth destacou que, “quando um filme estrelado por homens falha, o problema é atribuído ao roteiro ou à direção, enquanto quando uma produção liderada por mulheres fracassa, a justificativa muitas vezes recai sobre a suposta falta de interesse do público nesse tipo de narrativa”.

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O histórico de Hollywood, vale lembrar, mostra que produções lideradas por personagens femininas na ação sempre enfrentaram desafios para serem aceitas. Nos anos 2000, filmes como Tomb Raider (2001) e Elektra (2005) tiveram desempenhos financeiros distintos, mas ambos lidaram com resistência popular. Nos anos 2010, outras tentativas de revitalizar franquias de ação com protagonistas femininas, como Caça-Fantasmas (2016) e Oito Mulheres e um Segredo (2018), também não atingiram as expectativas de bilheteria, mesmo contando com elencos fortes.

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Esses casos levantam a questão: o público realmente rejeita filmes de ação estrelados por mulheres, ou a fórmula utilizada nesses reboots não tem sido eficiente? O sucesso de algumas heroínas nos cinemas, como Mulher-Maravilha (2017), indica que há, obviamente, espaço para protagonistas femininas. Portanto, no fim de tudo, uma coisa é certa: o público precisa estar aberto a novas abordagens no cinema de ação, avaliando filmes pelo seu mérito e não pelo gênero de seus protagonistas. Caso contrário, produções com potencial continuarão fracassando.

Sessão da Tarde: As Panteras
Sessão da Tarde: As Panteras

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Fanático por cinema e futebol, é formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Feevale. Atua como editor e crítico do Papo de Cinema. Já colaborou com rádios, TVs e revistas como colunista/comentarista de assuntos relacionados à sétima arte e integrou diversos júris em festivais de cinema. Também é membro da ACCIRS: Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul e idealizador do Podcast Papo de Cinema. CONTATO: [email protected]

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