Vale Tudo :: No embalo da nova versão da novela, relembre filmes brasileiros que são ou geraram remakes

Publicado por
Victor Hugo Furtado

Vale Tudo estreou em 1988 na TV Globo e se tornou um marco da teledramaturgia brasileira, abordando temas como corrupção, ética e desigualdade social, tudo com um tom crítico. Escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, a novela marcou época com personagens icônicos como Odete Roitman (Beatriz Segall) e Maria de Fátima (Glória Pires). Nesta segunda-feira, 31, a Globo lança uma nova versão da trama, adaptada por Manuela Dias, trazendo uma atualização do enredo para refletir o Brasil contemporâneo. Débora Bloch, por exemplo, será a nova Odete Roitman.

NÃO PERCA NENHUMA NOVIDADE
DO MUNDO DO CINEMA E DA TV!
Canal Papo de Cinema no WhatsApp
(Participe gratuitamente!)

No embalo de Vale Tudo, é vale lembrar que o cinema brasileiro também tem uma longa tradição de revisitar histórias de sucesso – ou ter suas tramas adaptadas. A seguir, relembramos alguns filmes nacionais que foram refilmados ou que inspiraram novas versões ao longo dos anos. Siga o fio!

NA ONDA DE VALE TUDO, RELEMBRE REMAKES!

Calma lá! Antes de mergulharmos na tela grande, vamos falar de séries. The Office (2001-2003), criada e estrelada por Ricky Gervais, tornou-se mais conhecida por sua bem-sucedida adaptação estadunidense, The Office (2005-2013), protagonizada por Steve Carell. No entanto, poucos lembram que o Brasil também teve sua versão. Trata-se de Os Aspones (2004), série estrelada por Selton Mello, que durou apenas uma temporada. Diversos fatores, como a dificuldade do público em assimilar sua proposta de humor, contribuíram para que o projeto não tivesse continuidade.

Na onda de Vale Tudo: Os Aspones

O CANGACEIRO

O Cangaceiro (1953), dirigido por Lima Barreto, é um clássico do cinema nacional e trouxe uma visão romantizada do cangaço, com forte influência dos westerns estadunidenses. Em 1997, ganhou refilmagem dirigida por Aníbal Massaini Neto, que buscou atualizar a narrativa com um tom mais violento e realista.

DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS

Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto, tornou-se um dos maiores sucessos do cinema brasileiro, adaptando o romance de Jorge Amado com humor e sensualidade. Em 1982, a história ganhou uma versão hollywoodiana com Meu Adorável Fantasma, estrelada por Sally Field, James Caan e Jeff Bridges. Já em 2017, Dona Flor e Seus Dois Maridos voltou ao Brasil em nova adaptação, desta vez dirigida por Pedro Vasconcelos, trazendo Juliana Paes no papel-título.

O HOMEM QUE COPIAVA

O Homem que Copiava (2003), dirigido por Jorge Furtado, é um dos filmes mais icônicos do cinema brasileiro nos anos 2000, trazendo uma trama que mistura comédia, drama e elementos de crítica social, ao acompanhar um jovem que decide falsificar dinheiro para melhorar sua vida. Em 2009, foi lançado o filme Currency, uma produção indiana que, de forma curiosa, replicou a história de maneira quase idêntica.

Na onda de Vale Tudo: O Homem que Copiava

Furtado, ao descobrir o remake, reagiu com humor, comentando: “o homem que copiava o homem que copiava”. Ele compartilhou que a versão indiana foi feita sem sua autorização, mas ele não pretende processar os responsáveis. ​

ENTRE LENÇÓIS

Na Cama (2005), de Matías Bize, é um drama intimista chileno que explora um encontro casual entre dois estranhos em um hotel, onde eles passam uma noite juntos, compartilhando histórias e descobertas que revelam suas vulnerabilidades. Em 2008, ganhou uma versão brasileira chamada Entre Lençóis, de Gustavo Nieto Roa. Embora a premissa central de um encontro que se transforma em um momento de revelações profundas seja mantida, o remake apresentou variações no tom e na dinâmica dos personagens.

NÃO ACEITAMOS DEVOLUÇÕES

Não Aceitamos Devoluções (2013), de Eugenio Derbez, é uma comédia mexicana que conta a história de um mulherengo que, após uma breve aventura, recebe uma filha e precisa aprender a ser pai. O sucesso do filme levou a duas versões internacionais. Em 2016, o filme ganhou uma adaptação francesa intitulada Uma Família de Dois (2016), com Omar Sy, que manteve a premissa central, mas adaptou os personagens e o contexto para o público europeu.

CONFIRA TAMBÉM
Podcast Papo de Cinema
(YouTube e principais players de áudio)

Já em 2018, Não Se Aceitam Devoluções foi a versão brasileira do filme, com Leandro Hassum no papel principal, adaptando a história para o Brasil, mantendo o tom de comédia e as questões familiares universais, mas com nuances culturais e humorísticas do nosso país.

AMOR SEM MEDIDA

Coração de Leão: O Amor Não Tem Tamanho (2013), de Marcos Bernstein, é uma comédia romântica argentina que conta a história de um homem com estatura bastante baixa que se apaixona por uma mulher que, inicialmente, não aceita seu corpo. O filme explora temas de aceitação e superação de barreiras físicas e emocionais no relacionamento. Em 2021, a trama ganhou uma versão brasileira com Amor sem Medida, que adaptou a história para o Brasil, mantendo a premissa central, mas com adaptações no contexto cultural e na abordagem de temas como a autoaceitação e o amor.

PERFEITOS DESCONHECIDOS

Perfeitos Desconhecidos (2016), de Paolo Genovese, é uma comédia italiana que explora as consequências de um simples jogo entre amigos, onde todos colocam seus celulares na mesa e concordam em compartilhar todas as mensagens e chamadas recebidas durante a noite. Após boas validações, começaram a pipocar diversos remakes da obra ao redor do globo. O primeiro aconteceu ainda em 2016, com o grego Perfeitos Desconhecidos. No ano seguinte, foi lançado o espanhol Perfeitos Desconhecidos.

Na onda de Vale Tudo: Perfeitos Desconhecidos

E, assim, ano após ano, inúmeras nações receberam suas próprias versões do título, espalhando o enredo por países como França, Índia, Coréia do Sul, México, China, Rússia, Alemanha e Japão. Em 2025, será lançada uma versão brasileira, também intitulada Perfeitos Desconhecidos, dirigida por Júlia Jordão.

2 MAIS 2

2 Mais 2 (2012), de Diego Kaplan, é uma comédia dramática argentina que explora a complexidade dos relacionamentos e a sexualidade através de um casal que propõe uma experiência de troca de parceiros com outra dupla. O filme aborda questões de ciúmes, desejo e os limites do amor. Em 2021, o filme ganhou uma versão brasileira chamada Dois + Dois, de Marcelo Saback.

UM NAMORADO PARA MINHA MULHER

Um Namorado para Minha Esposa (2008), de Juan Taratuto, é uma comédia argentina que segue um homem que, insatisfeito com seu casamento, decide contratar um galã para seduzir sua esposa e forçar o divórcio. O filme lida com temas de relacionamentos, insatisfação e a busca pela liberdade emocional. Em 2016, o Brasil fez sua adaptação com Um Namorado Para Minha Mulher, de Júlia Rezende. A versão brasileira dá um tom mais leve à trama, focando em situações cômicas e nas diferenças de personalidade entre os personagens.

LEIA MAIS
Um Dia Daqueles :: O que esperar do novo filme com Keke Palmer e SZA?
Lilo & Stitch :: Tudo o que sabemos até o momento sobre o live-action
Extraordinário :: Quais as ligações entre sucesso com Julia Roberts e Pássaro Branco?

Gostou do conteúdo sobre Vale Tudo? Pois bem, então, fique ligado no Papo para saber tudo, e mais um pouco, sobre o que acontece no mundo do cinema, da TV, dos festivais, das premiações e muito mais! Também recomendamos que siga nossos perfis oficiais nas redes sociais, a fim de ampliar ainda mais a sua conexão com o mundo do entretenimento. Links abaixo:

PAPO NAS REDES
Tik Tok | Instagram | Facebook
Letterboxd | Threads | BlueSky | Canal WhatsApp

A todo momento tem conteúdo novo chegando e você não pode ficar de fora. Então, nos siga e ative todas as notificações!

PAPO DE CINEMA NO YOUTUBE

E que tal dar uma conferida no nosso canal? Assim, você não perde nenhuma discussão sobre novos filmes, clássicos, séries e festivais!

As duas abas seguintes alteram o conteúdo abaixo.
Fanático por cinema e futebol, é formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Feevale. Atua como editor e crítico do Papo de Cinema. Já colaborou com rádios, TVs e revistas como colunista/comentarista de assuntos relacionados à sétima arte e integrou diversos júris em festivais de cinema. Também é membro da ACCIRS: Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul e idealizador do Podcast Papo de Cinema. CONTATO: victor@papodecinema.com.br